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Desígnio
> Metodologia Metodologia Projectual em Design Industrial Introdução O design Os designers, também artistas e não meros solucionadores de problemas através da criação de objectos estritamente adequados a funções requeridas, podem reclamar-se da expressão marcada, da assunção individual do projecto, da componente (essencial) estética e poética. A função estética é hoje considerada pelos designers mais conscientes como parte da totalidade dos aspectos de ordem utilitária a salvaguardar, uma vez que o design é entendido como actividade de projecto para o homem no mundo, para os valores nele enquadrados, sociais, biológicos, psicológicos, ergonómicos, culturais, éticos, entre outros. O projecto O processo envolvido na criação plástica, ou mesmo em geral, tem algo de comum com o que é determinado pelo design – uma metodologia que, em traços largos, se resume ao modo de solucionar problemas da realidade ou da comunicação, passando por fases como as de reconhecimento, identificação, enunciado/s, investigação, hipótese/s, teste/s e resolução. O design será assim mais do que uma nova tipologia de objectos, será uma atitude metodológica, uma medida, que pode orientar a própria criação das coisas. Processo e técnicas projectuais
Nos anos 60 e 70 houve em muitas escolas de design um certo exagero relativamente a estes processos – uma fúria metodológica, que atingiu menos a área da comunicação visual, confundindo-se a necessidade de os estudantes aprenderem de facto a projectar com o como projectar. Actualmente, o interesse pela metodologia está mais dimensionado, para não dizer esbatido, sabendo-se que, só por si, não resolve os principais problemas. A metodologia não pode, pois, tornar-se um ritual obrigatório, academizado, sendo de recusar a ideia de metodologia projectual como objecto fechado de estudo, separado da prática do design. Assim sendo, representamos o seguinte sistema de etapas metodológicas consideradas: Etapa 1: Programa das necessidades 1.1 - avaliação da necessidade; Etapa 2: Análise prévia - reflexão sobre o problema 2.1 - antecedentes - análise de soluções
existentes segundo critérios de complexidade, relação
forma/função/proporção/materiais, carácter
dos sítios, relação figura/fundo, factibilidade técnica,
fiabilidade, custos. Etapa 3: Projecto 3.1 - elaboração da informação; No entanto, há outras possibilidades. Convém sublinhar que, embora a metodologia seja uma aproximação importante à visão unitária do projecto, nenhum sistema deste tipo deverá ser inteiramente rígido, adaptando-se necessariamente caso a caso, segundo um enquadramento próprio, perante as características de cada problema. «O desenvolvimento do projecto supõe, nas várias etapas, o recurso a várias técnicas, nomeadamente de formulação do próprio projecto e análise projectual, de proposição de alternativas, de síntese formal (criação de coerência segundo relações de isometria, homeometria, etc.), de criação controlada de formas, de sistemas de produtos, além de técnicas ergonómicas e de representação»[2]. Conclusão Claro está que a metodologia usada num país industrializado terá de recorrer a critérios diferentes dos adequados a um país periférico ou menos desenvolvido, nomeadamente condicionado pela disponibilidade de recursos tecnológicos, custos de produção, mão-de-obra, certa complexidade local que obrigará a avaliar as questões caso a caso, e até os objectivos político-económicos que podem informar o projecto. Mais uma vez, a tónica coloca-se no alto grau de profissionalismo dos criadores e na sua capacidade crítica e inventiva, que devem equilibrar justamente métodos e objectivos, salvaguardando a produtividade, mas também os valores menos imediatos, incluindo valores estéticos e éticos.
Notas:
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